HISTÓRICO DA  PARÓQUIA

A Capela de Nossa Senhora do Loreto foi erigida entre os anos de 1 810 a 1 815 e o povoado de Morada Nova foi logo elevado a Curato em 1 823. Em 1 842 o curato de Nossa Senhora do Loreto de morada Nova foi transferido da Paróquia de Santana dos Alegres para a Vila João Pinheiro e abrangia então as capelas filiais do arraial Nossa Senhora do Patrocínio do Marmelada, hoje cidade de Abaeté, de Santo Antônio dos Tiros, de Nossa Senhora das Dores de Areado de Patos. De João Pinheiro foi transferida para a cidade de Dores do Indaiá, pela lei número 239, de 30 de outubro de 1 842. Em 21 de maio de 1 852 foi elevado a categoria de Paróquia. Pertencia à Diocese de Olinda (Pernambuco), hoje pertence à Diocese de Luz. A freguesia de Morada pertenceu ao Bispado de Pernambuco até 1 860 e conservava em Paracatu, um provisor, daí passou a fazer parte da Diocese de Mariana por breve pontifício de 17 de setembro de 1 860.A Matriz foi edificada após setenta anos com a fundação desta freguesia, em 1 852, sendo desmembrado o seu território da freguesia de Santa Ana dos Alegres, hoje João Pinheiro, e abrangia então as capelas filiais de Nossa Senhora do Patrocínio do Marmelada ( hoje Abaeté ), de Santo Antônio dos Tiros, de Nossa Senhora das Dores de Areado de Patos, nessa época todas freguesias.

O Padre José Pretelli construiu um cemitério e uma capelinha e os benzeu em 14 de novembro de 1 890, com licença do Exmº Senhor Bispo Dom Silvério Gomes Pimenta (Bispo Auxiliar de Canoas ), o Vigário Geral e coadjuntor de Dom Antônio Maria Correa de Sá e Benevides, Bispo de Mariana, pelas provisões da Câmara Eclesiástica de 18 de março de 1 890. Este cemitério foi ampliado e reconstruída a Capela em 1 910, pelo Padre João Bernardino Baroni.

Em 1 907, a Matriz que se achava em péssimo estado de conservação, foi reconstruída pelo Padre Baroni, que contraiu uma dívida para pagar o serviço. A freguesia abrangia três distritos com cinco capelas: duas no distrito de São José do Canastrão, uma em Moradinha, uma em Canoas, uma em Mateus José e ainda outra em Biquinhas. A extensão da freguesia era de umas vinte léguas de Sul a Norte por quinze léguas de Leste a Oeste. A população muito espalhada pelo que fica exposto é fácil se compreender o quanto se tornava difícil e penoso o Ministério Paroquial e tão pouco o resultado que um Pároco, embora zeloso, pudesse conseguir.

Na sede da freguesia havia a Conferência de São Vicente de Paulo, a Associação das Damas do Santíssimo Sacramento de Jesus, embora os confrades da Conferência frequentassem pouco os sacramentos. As aulas de catecismo eram ministradas pelo Vigário aos domingos e dias santificados. O Vigário, depois de ter suportado por dois anos o peso da freguesia e conhecendo, por experiência própria, a impossibilidade de prover sozinho a tantas necessidades, em 1 907 confiou um dos distritos, o de São José do Canastrão, aos cuidados do Revmº Padre João de Almeida Matos. Na freguesia havia missões de cinco em cinco anos, sempre pregadas pelos missionários redentoristas, mas nem toda a população podia usufruir dessa graça devido, principalmente, a distância que a separava da sede.

Esta Paróquia foi visitada pelo Revmº Senhor Arcebispo Dom Silvério duas vezes: em 1 897 e 1 907. Em 1 915 teve a Visita Episcopal do Bispo Auxiliar Dom Modesto Augusto Vieira. Devido a visita ser de poucos dias, um número grande de fiéis ficou sem receber o Santo Sacramento da Crisma. Consta também a visita de Dom Viçoso entre 1 861 e 1 864, sendo, nesta época, Vigário Padre Luiz Ferreira da Silva Luz. Em agosto de 1 918 comprou-se um sino novo para a Matriz, pesando 102 quilos fundido na fábrica de Angelo Angeli, em São Paulo, que custou, com fretes e carretos, a quantia de setecentos e setenta e quatro mil réis. Em 17 de dezembro de 1 920 veio a primeira carta pastoral do Revmº Sr. Dom Manuel Nunes Coelho, primeiro Bispo da Diocese do Aterrado. A carta trazia a data de 14 de novembro de 1 920, dia da Sagração Episcopal do novo Bispo, realizada em Diamantina na capela do Santíssimo Coração de Jesus, pelo Exmº e Revmº Senhor Dom Joaquim Silvério, Arcebispo Metropolitano. A carta foi lida e explicada ao povo desta freguesia em domingos sucessivos . Depois foi enviada ao Padre João de Almeida Matos para que a explicasse aos paroquianos das capelas a ele confiadas. A nova Diocese do Aterrado, sob invocação de Nossa Senhora da Luz, foi criada pela Bula do Santo Padre Bento XV de 18 de julho de 1 918, que começa pelas palavras “ Romanis Pontificibus” pronunciadas pelo Exmº Núncio Apostólico Dom Jacinto Scapardini, por seu decreto de seis de janeiro de 1 918. A nova Diocese, situada na parte ocidental do Arcebispado de Mariana, com sede no Aterrado compunha-se das paróquias seguintes: Aterrado, Arcos, Abaeté, Dores do Indaiá, Formiga, Pinhunhí, Pimenta, Perobas, São João da Glória, São Roque, Bambuí, São Gotardo, Tiros, Morada Nova, Porto Real, Areado, todas desmembradas do Arcebispado de Diamantina. São Jerônimo e São Francisco, desmembradas do Arcebispado de Uberaba. Pelo decreto de 22 de fevereiro de 1 922 a Santa Sé desmembrou os municípios de Bom Despacho e Santo Antônio do Monte da Arquidiocese de Mariana. Por provisão foi entregue ao culto público a Capela de Mateus José em 21 de março de 1 923, a Capela de Canoas e a de Biquinhas

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